quarta-feira, 13 de julho de 2011

AO DIA INTERNACIONAL DO ROCK!!! YEAH!!!

Nem para eu ter nascido em um dia legal como esse...


Eu queria ter nascido em uma data especial, nem que fosse no dia do médico ou até mesmo o dia de finados. Veja pelo lado bom: quando eu morrer meus familiares se lembrariam de mim só uma vez por ano. Brincadeira... eu não me importo em ter nascido no mês do desgosto...rsrsrs


Bom, em homenagem a toda a nação rockeira soltei minha veia artística e fiz um desenho relembrando os melhores da nossa história. É pra vocês!




terça-feira, 12 de julho de 2011

OUTRAS COISAS...

Para manter a harmonia além do equilíbrio psicológico, não só meu mas dos meus caríssimos leitores decidi que, a cada besteirol postado, colocarei algo que cause uma reflexão de nível intelectual mais avançado. São as "outras coisas" do ócio criativo, o lado B do vinil. Espero que gostem deste conto que escrevi.




                               "EU E OS DEGRAUS"



Eu gosto de gente. Não foi difícil gostar dele. Pode parecer toleima minha. Meu amor, nem sei se posso classificá-lo assim, minha “paixonite” – talvez seja mais adequado – não foi vã, sem causa ou razão perante as circunstâncias. O que senti por ele foi a razão paliativa, um subterfúgio para fugir de mim mesma naquele momento. Sem melindres (não sou dramática) senti, debalde, em liça meus sentimentos. Não sabia nem mais minha própria identidade. Senti asco de minha estulta pessoa ao fitar o aro dourado em meu anelar esquerdo em contraste com minha palidez. Aro que me deu para que eu não me esquecesse de ti. Naquele dia eu quase o esqueci.

O sentimento algoz e pertinaz que julguei ser passageiro, perdurou até a manhã seguinte. Manhãs que duraram dias. Dias que se tornaram semanas. A situação estava fora do meu controle. Ludibriada já fantasiava ledos momentos ao lado dele. Não sou nenhuma huri, mas imaginei que ele também se apaixonaria calidamente quando me fitasse pela primeira vez. Foi assim comigo.

Sentia ânsia a cada angustiado abraço teu, ao sentir que percebias o meu olhar e pensamento distantes. Que sabias que eu ouvia as tuas palavras escutando outras melodias. Que cheirava a tua pele alvacenta sentindo outros aromas. Que o tocava me questionando se ele possuía as mesmas formas e texturas.

A primeira vez que sonhei com ele foi a três dias. Desde então, as sucessões de imagens me perseguem até em meu inconsciente. Surpreendo-me em meio a devaneios nas horas mais inconveniente do meu dia. Eu que me dizia matrona e auto-suficiente, me sentia criança indefesa e complacente.

À noite, teus olhos fulgiam aos meus com ternura. Os meus, dos teus, fugiam. O amor é como o ciclo da vida: nasce, cresce e morre. O meu por você nunca irá morrer.
Antes dos sonhos a situação era sofrível ainda. Meu coração célere faz meu corpo trepidar ao perceber que sussurro o nome dele enquanto desperto. Sinto desesperada e nervosa náusea. Fico grata por você não estar mais ao meu lado.

As pessoas ao meu redor percebem o que só você não vê. Perguntam-me se estou bem ao me verem ofegante, de olhos fechados às vezes. Ando pelas ruas, onde todos os cheiros se misturam em um só. O sinto cada vez mais perto como se a qualquer momento fôssemos nos esbarrar ao dobrar uma esquina qualquer. O ar é denso, quase sólido. Sinto o seu peso sobre meu corpo. Suspiro sem alento, sem salvação ou redenção.

Chego à portaria de um majestoso edifício. Duas colunas de mármore branco emolduram a guarita onde fica o porteiro. Ele me sorri e, em seu olhar risonho, sinto a condenação que vejo em todos ao meu redor. Antes que eu tenha a chance de dizer qualquer coisa ele abre o portão e faz um gesto para que eu entre, como todas as outras vezes. Eu mal o encaro. Talvez me falte coragem. Faz um sinal com a cabeça como se indicasse que, em algum lugar daquele suntuoso conjunto residencial, houvesse alguém à minha espera. Entro apressada fingindo não perceber o seu olhar malicioso.

Subo as escadas para prolongar os momentos que antecedem o nosso encontro. Meu coração pulsa como se quisesse romper o esterno e se libertar do cárcere em que o mantenho. É mais um de meus prisioneiros. Ele acelera à medida que meus passos diminuem. Subo a interminável escadaria e já não existe o tempo. Nem eu, ele ou você.
Não existe mais nada além de mim e os degraus.



 Por Amanda Nascimento

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A primeira vez a gente nunca esquece...

A minha primeira postagem me causou uma dolorosa reflexão, "caro leitor" (sem querer imitar o inimitável e grandioso Machado de Assis), afinal, provavelmente não nos conhecemos então isso soa um tanto falso e superficial (se isso te irrita , por favor, avise). Bom, sem mais delongas, as "primeiras vezes", boas ou ruins, a gente nunca esquece, isso é fato. E é comprovado cientificamente (por mim) que 97,8% dessas primeiras lembranças são ruins. 

Eu sei é triste, mas vamos nos poupar dos melindres, por mais que agora você esteja lembrando do primeiro beijo que deu no garoto mais feio da escola, ou no primeiro tombo de bicicleta que lhe rendeu um nariz quebrado ou mesmo na sua primeira tentativa mal sucedida de virar uma cambalhota que quase lhe quebrou o pescoço (eu digo isso por experiência própria) tudo bem... Procure um ombro amigo, um lenço de papel e continue a ler!

Levantei alguns dados que, talvez, não lhes sejam úteis para nada mas sabem como é que é... São as coisas da vida. Na verdade são depoimentos de pessoas que, como você, já passaram por momentos drásticos e que fizeram questão de se auto-humilharem divulgando suas particularidades insanas. Não se preocupem, tive o bom senso de não selecionar nada pervertido. Para preservação da dignidade dessas pessoas seus nomes verdadeiros foram substituídos por fictícios nomes dos meus futuros filhos.

"O meu primeiro dia de escola:
Andava tão mas tão ansiosa pelo inicio das aulas,  tinha imensas expectivas...Novos amigos e aprender. Queria mesmo era aprender a ler!
Que desapontamento no primeiro dia não comecçar logo com os livros (devia pensar que era só carregar num botão qualquer e saíamos de lá a saber ler...)
só nos ensinou cantigas!  Angry Fiquei tão amuada e sob protesto recusei-me a cantar! Disse que não gostava
Angry Angry
Quando minha mãe me foi buscar...... a queixosa da professora foi logo dizer: "A sua filha não é como as outras crianças, todas adoraram cantar"...
Numa coisa ela não se enganou.... Wink"                                                                  Astrogilda

Meu comentário: Nada pretensiosa a criança superdotada... Além de aprender a ler aos três anos de idade, acho que ela também fazia vídeos cult pseudo-intelectuais enquanto estudava a teoria do Universo Inflável de Einstein.
Fazer o quê? A Astrogilda é demais!

"Pois, kuando eu andava na pré primária, nos 5 anos, pensava mtas vezes "como serah k se aprende a ler e a escrever?" e axo mesmo k pensava k xegava lá e de um momento para o outro, como se fosse magia mesmo, eu ia saber ler e escrever Gargalhada Gargalhada Gargalhada Gargalhada Gargalhada"                                                                          Astrobaldo

Meu comentário: Esse aí foi a resposta do Astrobaldo pra Astrogilda... Sem comentários... Vamos ver alguns mais "calientes"

"Lembro-me da primeira vez que me declarei a alguém... Nunca o tinha feito até ao dia em que apareceu uma pessoa tão, tão especíal que me fez perder o medo... Acho que muita gente por aqui sabe quem é essa pessoa...  Wink "                                                                                                                                    Elisvalda

Meu comentário: Espera aí... Depois que eu vomitar eu comento... Ah, gente! Assim não dá. Tanta coisa legal pra comentar e a pessoa fala de "primeira declaração de amor"... Sei lá... fala da primeira vez que fez cocô no wc ou a primeira vez que matou um gato ou do primeiro gato que matou. Tudo! Tudo menos declarações de amor e sonhos molhados de adolescentes.

"A 1ª vez k disse "amo-te"  Coração ... Hmmmm senti uma enorme sensação de alívio e uma paz imensa Smiley Ainda hj recordo esse dia com um carinho mto especial Smiley  Corado"                                                               Clodovildo

Meu comentário: Bom acho que o pessoal não entendeu a proposta... Tudo bem. Se você conseguiu chegar vivo até o fim desta postagem Parabéns!!! Se lhe serve de consolo. Prometo que as próximas serão mais sofríveis e menos insuportáveis.


                                                                                                                         Por Amanda Nascimento

Indico

  • 1985 (livro) - George Orwel
  • A lista de Schindler (filme) - Steven Spilberg
  • A menina que roubava livros (livro) - John...alguma coisa
  • Admirável Mundo Novo (livro) - Audos Huxley
  • C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor (filme) - Jean-Marc Vallée
  • E claro que você sabe do que estou falando (livro) - Miranda July
  • Eu, voce e todos nós (filme) - Miranda July
  • http://galeriaexperiencia.com.br/blog/
  • La Piel que Habito (filme) - Almodóvar
  • Manhatam (filme) - Woody Allen
  • MAUS (livro/HQ) - Art Spilgman
  • Memórias do Subsolo (livro) - Dostoiévsky
  • Mulheres a beira de um ataque de nervos (filme) - Almodóvar
  • Noiva neurótica, noivo nervoso (filme) - Woody Allen
  • O fabuloso destino de Amelie Poulain (filme) - Jean-Pierre